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A Universidade Federal do Ceará (UFC) conta com 5.316 servidores e servidoras. Deste total, mais da metade (3.151, precisamente) se refere a categoria dos Técnico-Administrativos em Educação, também conhecida pela sigla TAE. O quantitativo restante se refere a docentes.

Nós, TAEs, somos profissionais essenciais ao funcionamento da UFC, sendo responsáveis por atividades em diversas áreas. Estamos nas unidades acadêmicas e administrativas, laboratórios, bibliotecas, restaurantes universitários, hospitais universitários... para onde se olhe dentro da Universidade há o trabalho de TAEs.

Somos enfermeiros, psicólogos, engenheiros, jornalistas, biólogos, administradores, assistentes sociais, intérpretes de libras, pedagogos, assistentes administrativos, técnicos de enfermagem, bibliotecários, médicos, profissionais de tecnologia da informação, entre outras inúmeras profissões e especialidades que fazem parte da carreira.

Na UFC, segundo dados da própria Instituição, a maioria dos TAEs têm qualificação acima da exigida para o cargo. Atualmente, a maioria (35%) tem especialização, outros 22,9% concluíram o mestrado e quase 8% o doutorado.  Estamos nas atividades-meio e nas atividades-fim, participando de projetos de gestão, ensino, pesquisa e extensão, e até mesmo coordenando-os, orientando bolsistas e sendo responsáveis por diversos setores da UFC.

 Quem somos 

 TAEs da UFC 

Fonte: Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da UFC

 Nossa   situação 

Considerando colegas TAEs das demais universidades e institutos federais, somos a maior carreira do funcionalismo público federal, representando 20% dos servidores. No entanto, somos apenas 10% da folha de pagamento. Hoje, com um piso de R$ 1.446,00  – pouco mais do que um salário mínimo – temos a pior remuneração de todo o serviço público federal.

Apesar da importância do nosso trabalho e da contínua capacitação e qualificação, a categoria é vítima de uma política de empobrecimento, que acompanha a redução de recursos para a educação superior no orçamento federal. Desde 2010, nosso poder de compra caiu mais de 50%. Nenhuma outra categoria teve perdas tão expressivas.

Estamos ainda submetidos a um Plano de Cargos e Carreiras (PCCTAE), que está prestes a completar 20 anos sem ter passado por nenhuma atualização. Ou seja, um plano obsoleto, que não contempla mais a categoria e nem atende a modernização do mercado de trabalho tampouco as demandas da sociedade

Considerando tal situação e a inflexibilidade do governo federal em iniciar diálogo com a categoria, os servidores técnico-administrativos da UFC uniram-se ao movimento paredista nacional. A greve foi deflagrada em assembleia geral no dia 11 de março de 2024, estando as atividades paralisadas desde o dia 15 de março de 2024.

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